O passado dia 10 de junho de 2026, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, teve um significado especial para Fiães. Foi a data escolhida para a apresentação oficial da FICA – Fiães. Intervenção, Cultura e Arte, numa iniciativa marcada pela forte participação da comunidade, pela celebração da cultura e da arte e pela esperança num futuro mais dinâmico e enriquecedor para a freguesia.
Num final de tarde quente, com o Monte da Pedreira e o espaço do MP Bar como pano de fundo, perante uma assistência numerosa, a cerimónia contou com a presença de diversas entidades, entre as quais o Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria; o Presidente da Junta de Freguesia de Fiães, Joaquim Santos; a Vereadora da Educação e Juventude, Beatriz Silva; o Vereador da Cultura, Turismo e Património, Paulo Marcelo; o Diretor do Agrupamento de Escolas Coelho e Castro, Professor Marco Costa; e o pároco de Fiães, Padre António, bem como vários representantes de associações e do meio artístico.
A sessão teve início às 18h com uma atuação do Projeto Alquimia. Trajados a rigor, bailarinos e performers apresentaram um espetáculo que combinou dança, cenografia e figurinos, criando um ambiente de forte impacto visual. Seguiu-se a participação da Escola de Artes Performativas MADE, que conquistou o público com diversas performances individuais e coletivas, evidenciando talento, ritmo e criatividade.
Após este momento cultural, a presidente da FICA, Mafalda Silva, dirigiu algumas palavras aos presentes, explicando a génese da associação, os valores que unem os seus membros e os objetivos que a mesma se propõe alcançar. Sublinhou ainda o caráter independente, plural e inclusivo da FICA, salientando a sua abertura ao acolhimento de todos, com espírito de isenção e respeito pela diversidade de perspetivas, e destacando a palavra «agregar» como um dos pilares fundamentais do projeto. Aproveitou também a ocasião para agradecer publicamente a Pedro Santos pelo contributo na criação da identidade gráfica da associação.
Seguiu-se a intervenção de Miguel Ângelo, presidente da Mesa da Assembleia Geral e responsável pelo desenvolvimento do sítio oficial da FICA, que apresentou o portal da associação e as suas principais funcionalidades.
A sessão prosseguiu com as intervenções do Presidente da Junta de Freguesia de Fiães, Joaquim Santos, e do Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria, que deixaram palavras de incentivo e reconhecimento pela importância da criação de uma estrutura dedicada à promoção cultural da comunidade.
No encerramento da componente institucional, Mafalda Silva apresentou a programação prevista para 2026 e deu a conhecer a equipa que integra a FICA e que será responsável pela concretização dos seus projetos e iniciativas.
O evento terminou com uma apresentação ao vivo do Miguel Ângelo Trio, acompanhado pelo guitarrista Luís Ribeiro e pelo baterista Leandro Leonet. O grupo apresentou temas do mais recente trabalho discográfico, DISTOPIA, distinguido pela imprensa nacional e internacional como um dos melhores álbuns de jazz de 2025 e nomeado para os Prémios PLAY 2026.
A cerimónia terminou com um porto de honra e momentos de convívio entre os participantes, proporcionando um ambiente de proximidade e partilha entre todos os presentes.
A apresentação da FICA constituiu um momento marcante para Fiães, afirmando a vitalidade cultural da freguesia e a força de uma comunidade que acredita no poder agregador da arte e da cultura. Os responsáveis pela associação expressaram o desejo de que este seja apenas o início de uma longa caminhada, assente na partilha, na participação e no envolvimento de todos.
A direção da FICA agradece ao Projeto Alquimia e à Escola de Artes Performativas MADE por terem enriquecido esta tarde com o seu talento, a Pedro Santos pela criação da identidade gráfica da associação, à Junta de Freguesia de Fiães pelo apoio prestado, ao MP Bar pela disponibilização do espaço e, de forma muito especial, a todos os que marcaram presença e deram vida a este momento.
Porque, mais do que o nascimento de uma associação, este foi o início de um sonho coletivo: fazer da cultura um espaço de encontro, de pertença e de inspiração para toda a comunidade.